Sentei-me na cama e fiquei a ouvir a conversa de nossos pais. O menino não se manifestava e isso fazia-me supor seu modo calado, ao menos à vista de outros. Estava imaginando se não me seria uma boa companhia, a suprir o vácuo que a ociosidade e os afazeres leves e descompromissados me traziam. Era gordinho e bonito.
Foi relutando bastante que, a chamado de meu pai, fui à sala. Sentei-me a seu lado e, enquanto ele se detinha no filme da tarde, detinha-me nele.
Depois lanchamos e nos despedimos, como se despedem crianças tímidas recém conhecidas.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
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