quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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Acordei com a notícia, dada pelo porteiro do prédio de Victor: um acidente na saída da cidade, Victor, com roupas velhas, estirado no chão.
Qual o sentido disso?
Qual o sentido da morte?

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Após tanta espera, uma sensação estranha. E, tal sensação foi o que me impulsionou ao que sucedeu.
Desci as escadas tão rapidamente quanto os corrimãos, saí do prédio e, já na rua, vi um carro acelerar. Poderia ser o carro de qualquer um - pensei - nada o ligava ao mistério. Inquieta e também inerte diante dos acontecimentos, não soube agir ponderadamente. Peguei o carro, que parecia esperar-me, e segui a avenida até encontrar o carro branco, o qual vira acelarar.
''É agora, tenho que agir'' ''Não é assim que fazem nos filmes?'' '' Vamos lá, tome uma atitude''. E assim pressionava-me, em busca dos quadros dos filmes que eu perdera, em busca do que separava a perseguição do ato seguinte. Nada.
Estacionei o carro, desolada, em frente a um supermercado. Pouco depois, e mais a frente, o tal carro também parara. Dele desciam uma mulher e um homem, bem vestidos e pouco suspeitos.
Parti e voltei ao prédio.
Lá, perguntei ao porteiro por Victor. Ele não soube responder, mas me deixou à vontade para subir. Foi o que fiz, antes de voltar à minha casa aturdida e desconfiada.