Meu primeiro encontro, não pontual e desprovido de seu sentido de gala, foi aquele descrito por mim anteriormente. Um encontro de mim comigo mesma, porque não soube naquele momento se o menino gordinho pôde, sequer por um instante, fazer suposições e constituições de nós como eu fizera. Encontrei-me com uma de minhas faces, até então silenciosa. No entanto, naquela ocasião não havia clareza. Jamais podia imaginar quão inquieta se tornaria essa nova face: novos encontros vieram.
Há 7 anos conheci Victor, e sobre esse encontro receio ter muito mais a contar.
Nossos carros pararam lado a lado e eu, como de costume, divagava. Olhando pela janela do meu carro e dentro da dele, notei o que era óbvio. Sua beleza, sim, nada tão óbvio. Mas me refiro primeiramente a uma ansiedade expressa de modo delicado. Como descrevê-la?
Havia um incômodo em sua garganta, um levantar de sobrancelhas sutil, uma preocupação carinhosa facilmente identificável em seu olhar e mãos que vacilavam inquietas sobre direção, em forma de movimentos nulos. Viu que eu o observava. Olhou-me então não menos delicadamente e partiu.
Há um barzinho a duas quadras de meu aparmento, foi lá onde o revi, após alguns meses, cinco ou seis. Tornamo-nos íntimos ... Assumimos um namoro e cheguei a desejá-lo para sempre.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário