Victor estudava muito, fazia direito. Não me surpreendi quanto me contou, achei promissor porque falava bem e passava uma imagem correta de si. No entando, sua retidão o tirou dos grandes combates.
Eu estava contente com nosso namoro. Contemplava-no e me deliciava somente por poder olhá-lo. Foi bom.
Victor era mestre em sutilezas e, certo dia, havia preparado algo para nós, um jantarzinho sem requintes mas promissor. Não jantei com ele. Ele não jantou. Quando cheguei em seu apartamento, a mesa posta, um filme sobre a mesinha da sala, sua camisa em cima da cama, muito bem passada e a água gotejando no chuveiro.
Julguei ser parte da surpresa. Ele sempre gostara de mistérios. Esperei, 10, 20, 30 minutos...
O jantar estava frio, assim como já estaria seu corpo.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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